quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O amor q nos compete, ja não sabe competir...

Toca-me...
Envolve-me no abraço que desafia tempo e espaço,
quando os dedos concorrem com a língua em corridas renhidas....
Agarra-me...
Com as mãos, com os braços, prende-me com as pernas da tua alma,
nesta fúria que se acalma pelo toque e que começa no cetim dos lábios,
deixa que o esplendor do teu prazer se possa ler dentro de mim...
Beija-me...
Não há silencio que provoque maior tortura...
Segura-me...
Sem que a razão se apresente, ou se despeça...
Não me deixes fugir, não me deixes escapar, não me deixes amar outros com a fúria que te compete...
Promete...
Ama-me...
Seremos figuras geometricas, esferas, triangulos, parelipipedos
vistas de costas, de lado, de frente, de todos os ângulos,...
Puras descargas eléctricas, viajando por metais em conexões mentais...
O tambor desenfreado do meu peito estabelece ritmos,
as faces são botões de rosa que se espreguiçam num rubor atrevido...
o ruído deste prazer que se revela, mora na brecha de uma janela alta,
sem vidros, sem portadas, sem cortinas embrulhadas de vergonha...
Soltam-se borboletas confusas às gargalhadas da floresta escura dos meus olhos...
Os meus olhos só alcançam o seu voo para te tocar em gestos demorados...
O desejo veste esta sede medonha e avassaladora de te arranhar,
como se eu pudesse marcar em ti o meu território,
ronronando gemidos, tatuando o meu cheiro na tua pele...
Nada repele a vontade, nada...
Os sentidos são impérios orientais, catalogando caricias
com nomes sagrados de animais...
Os movimentos repetidos são castigos conservados em compotas de frutas,
tantos sabores, tantos odores, tantos açúcares!
Os corpos são ondas indecisas, ora morrem, ora nascem à beira-praia...
Reflexos de velas de pavios a meia haste, não ha tempo q nos baste,
sou sacrifício em pirâmide em solstício de império Maia,
transpirando delírios, martírios...
Fomos feitos para pertencer...
Fomos feitos...
Fomos...
Já não somos...

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