quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Inferno dos Poetas...

Fogo,
que arde, q se vê,
que dá gosto...
Fogo quente, fogo posto,
fogo presente!
Q se sente na pele a arder como papel...
Espalhando cinzas,
purpurinas de metal
salpicando o corpo brando,
de caricias pequeninas, leves,
breves como torturas...
Esculturas às escuras
de um escultor intemporal
chamado amor!
Lareira viva, apertada,
roubando espaço,
provocando abraço...
Repouso das flores dos teus passos,
deixando rastos
na minha saudade...
Quando arranco as pétalas,
desencarno as folhas,
mastigo os caules,
querendo perpetuar
o momento de te sentir em mim...
Assim, tão perto...
Sei q me perco, vezes de mais...
Neste Inferno de horrores
que eu evoco
e não suporto,
grilhão q me prende abaixo do chão...
Nos odores de corpos
amados, transpirados, saciados...
Entrelaçados como tranças presas com fitas
aflitas de tão apertadas,
mas q teimam em apertar ainda mais...
Chamas desejosas, ansiosas,
apaixonadas, completas,
que se estendem ao comprimento doce do tormento...
Que se arrastam, queimando o chão...
Tudo isto sonho fosse...
Talvez pesadelo Dantesco,
em fresco de altar,
pintado no cru das sombras
das minhas sobras completas da ilusão,
onde respiro devagar...
Recriação em arte sacra,
iluminado com luz fraca
recriando a olho nu,
o inferno dos poetas...

2 comentários:

Porta-Sonhos disse...

Um belo blog, repleto de poesia,
de uma poetisa que admiro.

Bjo.

sandra disse...

Adoro ler a tua poesia ...cada vez gosto mais continua assim que vais bem beijocas