segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A fase da crisálida!

Saltou!
Atirou-se, peito erguido, olhos fechados, pernas juntas e esticadas como réguas...
O corpo inverteu-se, agora eram os braços e a cabeça q apontavam o chão, num pino maravilhoso... Mergulhando, rasgando o ar, desafiando a gravidade, voando numa plena confiança, que lhe segredava q ela possuía a leveza e a graciosidade de uma pena!
Uniu as mãos, era uma pequena flecha humana, certeira e precisa, vislumbrando o objectivo, a imaginação permitiu-lhe ver a concretização, segundos antes de acontecer...
Sabia-se capaz!
Em segundos o seu corpo embateria contra o chão, com tal velocidade e ferocidade que nenhum osso ficaria intacto,
seria um banho de sangue, um tecido mole e abstracto...
O amor está sempre adjacente à dor...
O poder q ele exercia sobre ela, terminava ali!
Abriu os olhos, deu uma gargalhada,
tinha morrido, o alivio da libertação embriagava-a de prazer!
Viu o seu corpo patético e amorfo, la em baixo, sepultado no fundo do penhasco!
Deixou-o decompor, ser refeição de larvas disformes q seriam crisálidas, também ela tinha despido o corpo disforme e amorfo de um amor doente, agora renascia em gargalhadas e novos fôlegos, no seu corpo erguiam-se asas coloridas, tb ela sofrera a abençoada metamorfose!

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