quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O perdão mudou de casa...

Arranho o muro das minhas lamentações,
cravo as unhas até sentir os dedos castigados...
Mordo os lábios para não gritar...
Hoje sei q o sonho que me alicia,
é o mesmo q me repele...
As ilusões são vidros projectados contra a minha pele...
As forças abandonaram-me, deixaram-me a casa vazia,
partiram numa manhã fria qualquer...
E eu...
Eu deixei-me ficar...
Para trás, ou simplesmente atrás de ti...
Fugi, permaneci, morri..
Varri o soalho, devagar, lentamente,
eliminei as marcas dos móveis do sofrimento,
lavei as janelas do meu coração,
com a esponja do teu desprezo...
A lisonja do meu amor é o teu alimento...
Devoras-me, magoas-me, choras-me,
sufocas-me...
Perdoas-me amor?
Pelo mal que me provocas?
Perdoas-me?
És capaz?
Eu não me consigo perdoar mais...

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