domingo, 10 de janeiro de 2010

A morte das fadas...

Frio...
O gelo q escorre por mim...
Lava-me a dor, o sofrimento, o amor...
Faz-se em cubos q bebo com gin,
a q te sabe o gin?
Consegues decifrar o sabor?
A mim sabe-me mal,
sabe-me a ti.
O mundo da fantasia ficou la fora,
à porta de ferrolho encravado,
trancado para sempre num porão sem ar,
que não permite sonhar...
Não, já não existem fadas,
morreram despedaçadas,
de asas arrancadas ou esburacadas
com pontas de cigarros...
Enquanto esvoaçavam tontas ao teu redor...
Caíram no chão e tu pisaste-as com o tacão
do teu sapato...
Matas tudo à tua volta,
cheiras a morte...
O teu coração putrefacto, não bate, late,
morde, mata...

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