sábado, 9 de janeiro de 2010

A ilha...

Soprada entre brisas lavadas e aflitas,
no meio de um oceano, sem coordenadas...
Erguia-se como um seio perfeito,
tendo as marés como leito
e Neptuno a seus pés...
Delimitada por areais extensos,
brincando com as margens ao sabor da aragem,
entre abraços intensos e mãos deslizantes,
quando a areia e o mar são bem mais q amantes,
afastando-se e entregando-se sucessivamente,
num ritual envolvente...
Seus cabelos de palmeiras hasteadas, descaradas...
Balouçavam...
Esvoaçavam em pura liberdade,
embriagando a saudade
que o mar tinha de lhe tocar e de a consumir...
Mas a ilha não se deixava possuir...
Podia ser refugio de amor,
recompensa de conquistador,
ou repouso de viajante, errante
buscando exílio ou auxilio...
Mas nunca se permitia ser lar...

Sem comentários: