segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Amo-te!

Lambo o teu cheiro no ar,
como absinto que me embriaga...
Cada gesto teu é uma promessa confessa e transpirada...
Respiro devagar, tomo fôlego...
Tento por agora, não pensar em nada...
Ainda q o tempo me traga saudades,
sinto que o espaço se vergou ao meu desejo...
Abraço o teu cheiro com a alma despida,
sinto-me vestida de ti,
corres-me nas veias, inteiro...
Enlouqueço, como vaga-lumes perseguindo candeias...
Aperto-me com força porque vives cá dentro, agora!
Cardumes de desejos,
teias de beijos,
aldeias de sentimentos,
q nos acolhem, que nos protegem,
coniventes, crentes, cheias de fé...
O mundo curva-se ao nosso amor...
Pinta-se da nossa cor, quer ser como nós...
Nós permanecemos de pé!
Voz da minha voz!
Minha ausência tão presente,
meu elo em macho e fêmea,
alma gémea de alma única,
minha tunica,
minha pele,
minha colmeia tão cheia de mel...

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