quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Nu...

Despe-te...
Rasga a roupa como se fosse papel...
Quero sentir-te livre e verdadeiro,
sem cheiro de perfume q te mascare,
ou anel que te castre...
Quero lamber-te os lábios,
meu mel de geleia real...
Tornar-te clave de sol em inicio de pauta,
ou nota musical...
Minha flauta de Hamelin...
Quero sentir-te nu, contra mim,
vestir-te de beijos...
Beber-te os desejos secretos, impressos na pele...
Quero-te dentro de mim,
onde sempre moraste sem saber...
Meu deserto, onde morro à sede tantas vezes...
São minutos, horas, dias, meses,
sem ti...
Despe-te...
Deita fora a roupa encardida,
a vida, espera por esse momento,
em q entro pela tua porta porque a encontro aberta...
Não quero ser praia deserta de ondas a morrer,
sem ninguém ver...
Despe-te...

Sem comentários: