sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Não mata, mas doi...

Ás vezes o dia nasce diferente,
com horas mais largas, mórbidas, amargas...
Como se as nossas angustias fossem ponteiros encravados no tempo,
presos naquele minuto triste em q deixámos de nos ver...
São dias feitos noites de luto,
onde o momento dorme e o prazer não existe, nem me conhece...
A minha alma adormece, entra em coma profundo...
Torna-se nevoeiro cerrado que não se dissipa,
nem permite ver o caminho...
Ando cega pela escuridão e o chão estala,
como se pisasse gelo fino...
Cada passo é sentença de morte...
À minha volta tudo se cala,
na expectativa de me ver tombar...
A indiferença dos outros dá cabo de mim...
Faço-me mais forte do q sou,
apenas porque estou cansada de mais para ser fraca...
O que não nos mata,
engorda a maldade de quem não perdoa...
O q não nos mata,
torna mais forte quem nos maltrata...
O q não nos mata, magoa...

1 comentário:

Rogério Paulo Peixoto disse...

Este poema...é realmente qualquer coisa de Fantástico.

Uma enormidade de sentimentos de quem lê e de quem se sente.

Faço-me mais forte do q sou,
apenas porque estou cansada de mais para ser fraca...
O que não nos mata,
engorda a maldade de quem não perdoa...
O q não nos mata,

És graaaaande....