quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A morte das divas...

Deitei-me de bruços,
no chão da tua alma,
à tua espera...
Chamei...
Voltei a chamar...
Não vieste...
Restaram os soluços...
Nem soubeste sequer,
q te tinha chamado...
O meu sonho encharcado nem te conseguiu tocar,
passou-te ao lado...
O fim fez-se para as lágrimas serem as divas,
heroínas suicidas que se lançam das pontes,
dos meus olhos tristes...
Há dias em q nem sei se existes,
ou se fui eu q imaginei
que fizemos parte um do outro...
Hoje ando aqui a desfolhar-me às metades,
sem ti...
Verdades, mentiras?
As miras de mil espingardas,
seriam menos cruéis
se me furassem,
como papeis de alvos frágeis...
Pudesse eu esquecer,
mas a memoria dá cabo de mim...
Todos os dias espero por ti,
mas as noites frias,
ficaram contigo...
Lutei tanto tempo,
agora já não consigo,
perdi...
Nunca lutaste e eu desisti...
Ainda assim,
estou aqui,
na tua frente...
Tu olhas para o outro lado,
desinteressado, gelado,
magoado talvez...
Nem me vês...
Nem me sentes...
Nem me mentes...
Nem me lês...

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