terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Mea culpa...

Aqui,
de joelhos nus em chão de vidros moídos,
pecadora me confesso...
Peço perdão amor,
por todas as vezes q te servi de abrigo,
por todos os meses de castigo,
em q esperei por ti...
Alimentando-me da dor,
como pombos de migalhas...
Peço perdão, meu amor...
Por perdoar sempre as tuas falhas,
e saber q o meu lugar é lá ao fundo,
nas sobras do teu mundo...
(Naquele sótão imundo que nem perdes tempo a limpar...)
Peço perdão amor...
Caminho de pés em sangue,
mas não me sinto aliviada,
a caminhada fomenta a penitência,
mas não chega...
A alma torturada, mastiga-me a carne...
Já nem a dor me alimenta,
porque a minha alma já nem come,
não aguenta a dormência da tua ausência...
Prefere errar, cega por aí, a viver sem ti...
Optou por morrer à fome...
Peço perdão, meu amor,
por cada abraço que te dei em pensamento,
por cada lágrima q limpei,
por cada beijo q te dei para te aliviar o sofrimento...
Perdoa-me meu amor,
por favor, magoa-me...
Por todas as vezes em que chorava,
mas fazia-te sorrir...
Peço perdão, meu amor...
Por o meu colo ser tantas vezes,
o consolo da tua dor...
Peço perdão, meu amor...
Prometo q não se volta a repetir...

1 comentário:

samnio disse...

Peço perdão, apenas por dizer que gostei muito do seu poema...
http://palavrassemjeito.blogspot.com