domingo, 27 de dezembro de 2009

A indolência da tua ausencia...

Onde anda o orvalho que me abençoava nos dias tristes?
Deixou de beijar as flores,
desvaneceu-se nas dores dos teus braços magoados, ausentes,
cerrados com força, como dentes?
Porque insistes em silenciar o mundo la fora,
como se o quisesses matar a par e passo...
Agora, a aurora mais não é do q um retalho gasto...
Uma ladainha triste que perdera o refrão,
amor sem perdão,
dor apenas...
Agora, todas as manhãs acordam com sono...
O sol tornou-se morno,
já nem aquece as penas das aves pequenas...
Perdeu o charme natural,
já nem corteja a alva lua,
com ar de marialva...
Não me aquece a pele nua,
não me deseja em candura,
conspurcando a brancura sensível...
O sol outrora era um tirano sedutor,
envergando um amor tangível...
Agora esta mais frio, mais cru,
cheio deste torpor meio vazio...
Como tu, meu amor...

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