quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

12 passas, 12 desejos...

1- Desejo que se ame mais só porque sim, sem ter de fazer sentido, sem ter de haver razões...
Que nos possamos, simplesmente, render a um olhar, um gesto, um toque acidental de mãos...

2- Desejo que sejam abolidos os rótulos, que deixemos de acreditar em títulos, que a identificação entre as pessoas deixe de ter a ver com um estatuto sintético qualquer...

3- Desejo que deixemos de ver os outros como "outros" e passemos a reconhecer os outros como "nós"...

4-Que se aprenda a cultivar a empatia sem desconfiança...

5-Que se aprenda que um carinho, um elogio, um sorriso podem ter importância sem criar mais expectativas, sem pretender algo a seguir...
Um sorriso não tem de ter um objectivo, pode ser o objectivo...

6-Que haja um sentimento de privilegio quando alguém nos deseja um bom dia!

7-Que possamos aprender, a tempo, que não estamos no topo da cadeia alimentar por acaso, nem por mérito de superioridade, a natureza deu esse privilégio à espécie que mais tinha a aprender...

8-Que vivamos intensamente cada dia, sem nos arrastarmos em lamentos estúpidos, sem invejarmos a felicidade alheia, a concretização dos outros...

9-Que busquemos todos os dias a nossa felicidade, que lutemos por ser fieis ao nosso coração, que saibamos dar valor aquilo q nos rodeia, todos os dias...

10- Quando estamos tristes que nos recordemos de momentos felizes para convidar a felicidade a voltar...

11-Que não deixemos nada por dizer a alguém q amamos, tudo o resto pode esperar...

12-Que o nosso rasto valha a pena!

A morte das divas...

Deitei-me de bruços,
no chão da tua alma,
à tua espera...
Chamei...
Voltei a chamar...
Não vieste...
Restaram os soluços...
Nem soubeste sequer,
q te tinha chamado...
O meu sonho encharcado nem te conseguiu tocar,
passou-te ao lado...
O fim fez-se para as lágrimas serem as divas,
heroínas suicidas que se lançam das pontes,
dos meus olhos tristes...
Há dias em q nem sei se existes,
ou se fui eu q imaginei
que fizemos parte um do outro...
Hoje ando aqui a desfolhar-me às metades,
sem ti...
Verdades, mentiras?
As miras de mil espingardas,
seriam menos cruéis
se me furassem,
como papeis de alvos frágeis...
Pudesse eu esquecer,
mas a memoria dá cabo de mim...
Todos os dias espero por ti,
mas as noites frias,
ficaram contigo...
Lutei tanto tempo,
agora já não consigo,
perdi...
Nunca lutaste e eu desisti...
Ainda assim,
estou aqui,
na tua frente...
Tu olhas para o outro lado,
desinteressado, gelado,
magoado talvez...
Nem me vês...
Nem me sentes...
Nem me mentes...
Nem me lês...

domingo, 27 de dezembro de 2009

A indolência da tua ausencia...

Onde anda o orvalho que me abençoava nos dias tristes?
Deixou de beijar as flores,
desvaneceu-se nas dores dos teus braços magoados, ausentes,
cerrados com força, como dentes?
Porque insistes em silenciar o mundo la fora,
como se o quisesses matar a par e passo...
Agora, a aurora mais não é do q um retalho gasto...
Uma ladainha triste que perdera o refrão,
amor sem perdão,
dor apenas...
Agora, todas as manhãs acordam com sono...
O sol tornou-se morno,
já nem aquece as penas das aves pequenas...
Perdeu o charme natural,
já nem corteja a alva lua,
com ar de marialva...
Não me aquece a pele nua,
não me deseja em candura,
conspurcando a brancura sensível...
O sol outrora era um tirano sedutor,
envergando um amor tangível...
Agora esta mais frio, mais cru,
cheio deste torpor meio vazio...
Como tu, meu amor...

O pecado da gula...

Sôfrega, gulosa, ansiosa,
desesperada quase,
bebeu a imagem dele de um só trago...
Depois fechou os olhos,
tentando reter o sabor,
esfregando, repetidamente,
um lábio no outro...
O amor, soubera-lhe a pouco...
Não fora louco o suficiente,
nem brilhantemente doce,
antes fosse...
Ele tinha um gosto diferente
do que ela imaginara...
O seu travo amargo,
deixou-lhe a língua dormente,
como queimadura de cacau quente...
Quis prova-lo outra vez,
numa teimosia infantil,
quase pueril, de tão cega...
Talvez o tivesse sorvido demasiado depressa,
e não dera espaço à entrega,
como quem trinca rebuçados com violência
e os engole aos bocados,
arranhando a garganta...
A urgência de o sentir era tanta
q nem a deixara pensar...
Agora a imagem dele dissipara-se no ar,
já nada havia a fazer...
Esquecera-lhe o rosto,
o gosto...
Já nada havia a fazer...

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

A herança de Shakespeare...

A boca sabia-lhe a chumbo,
aquele gosto metálico que têm as ostras…
Encolheu a cabeça, como se desejasse ter uma carapaça,
mas a cabeça não recolheu…
Ficou ali,
tentando passar despercebida pela vida,
fazendo balanços, balancetes, inventários mentais…
Tentou encontrar o inicio de tudo,
como quem acha a ponta do novelo...
Em vez disso,
sentiu-se mergulhada num prato de massa esparguete…
(A ponta nunca era aquela que ela queria encontrar…)
A vida mudava demasiado depressa
e ela, pela primeira vez,
não tinha pressa nenhuma…
Queria viver as emoções uma, a uma,
mas o botão de pausa não existia…
Tantas coisas ficaram por viver, por dizer, por saber…
Depois fica apenas o gosto do chumbo, como quem lambeu correntes...
O rosto marcado por máscaras diferentes que nos protegem,
ou apenas escondem da dor, ou do amor,
ou de ambas as coisas q tantas vezes se confundem…
Queria apenas perceber como tinha chegado até ali,
aquele preciso momento,
queria apenas entender o objectivo…
Se havia motivo?
Se passara por tudo em vão?
(Ser ou não ser, eis a questão…)
Nenhum adjectivo servia aquele pronome,
que fora o nome esquivo do seu sofrer,
ou razão estranha de viver…
Estava à espera de perceber…
Queria, precisava, mas não conseguia descortinar…
Se ainda o amava,
mas já não o sabia amar…

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

A todos os seguidores e visitantes um Feliz Natal!!!!! Obrigada por andarem por aqui!!!

Prazer...

O corpo arqueava-se para trás, em abóbada perfeita,
os olhos permaneciam fechados, balouçando as órbitas
em prazer tatuado na pele…
O formigueiro no fundo das costas subia todos os degraus até
à fronteira ténue do pescoço,
e brindava de humidade aquele pequeno poço delicado
onde se toma fôlego…
As pernas tinham necessidade de tocar uma na outra,
como se um íman invisível as atraísse irremediavelmente…
A língua molhava os lábios que se tingiam,
os dentes uniam-se levemente
num prazer urgente…
A boca saboreava-se num prazer solitário
de seminário budista em reflexão pelos enigmas do mundo…
Procurando sabores novos, em recantos conhecidos,
invadidos tantas vezes, em conquistas momentâneas e sucedâneas…
As mãos em espiral,
desenhavam caminhos de remoinhos
nos cabelos desalinhados e perfumados como óleo essencial…
Flectia os joelhos, fazia força com os calcanhares,
Encontrava força na leveza que era o corpo feito quadro de beleza,
em mares de sensações aos tropeções…
Deixava que as unhas fossem penas,
desenhando pistas de caça ao tesouro,
como poemas e enigmas intrigando poetas e piratas…
Gemia, corada, sem estar envergonhada
pelo prazer que sentia
e adormecia abraçada a si mesma, exausta!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Foi ontem...

Foi ontem...
Ao passear nas margens de mim,
entre caminhos ásperos e trilhos doces,
que percebi que já não estavas...
Minhas mãos que foram escravas,
tanto tempo,
já não deslizam nas tuas...
Deixaram de haver fases diferentes,
agora vivemos em luas separadas...
Moramos em ruas que não se encontram,
porque os cruzamentos não existem...
Os sentidos que nos pertenciam,
hoje são todos proibidos...
Procurei desesperada,
vasculhei em todo o lado,
raspando as unhas nesta lama q era chama...
As cinzas estavam geladas, molhadas
da chuva transpirada, da tua inconsciência...
Foi ontem que descobri que já não moras ali,
nos recantos da minha paciência,
nas gargalhadas desbocadas da minha euforia,
nos meus beijos atrevidos, saboreados, mordidos
oferecidos e rejeitados...
Foi ontem...
Que deixei de te chamar amor,
num desconforto indolor,
que devia ter transmitido liberdade,
do sabor a sangue, na lamina da guilhotina...
Foi ontem que te passaste a chamar saudade,
deixaste de ser presente,
apenas porque viraste aquela esquina,
deste o primeiro passo para começares a ser passado...
Foi ontem que pela primeira vez percebi
que a mulher para ser feliz,
tem de deixar de ser menina...
Que nem sempre o que se diz é aquilo que se sente...
Que a boca que se beija,
é a mesma que nos mente...
Que existe um véu de renúncia
em tudo o que se deseja...
Foi ontem que enegreci o céu da minha alegria...
Foi ontem...
Mas podia ter sido noutro dia qualquer...

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

:(

Há vida em todos os planetas...

Um dia,
quando o tempo te atravessar como linha em agulhas,
quando a vida te estiver a abandonar,
lentamente,
e tudo à tua volta te parecer diferente
e difícil de acompanhar...
Quando estiveres,
horas seguidas,
de manta sobre os joelhos,
sozinho na sala, como estão sempre os velhos,
e todos estiverem a conversar na cozinha,
(porque o avô, ou está confuso, ou está sempre a dormir...)
Quando quiseres encontrar um motivo para sorrir,
sentires-te a uso,
como colher de pau antiga, mas preferida...
Quando precisares de falar e de ouvir,
teres motivo para permanecer,
precisares de saber q continuas vivo,
porque ainda fazes
parte da vida dos outros,
que sempre foram a tua razão de viver...
Não comeces a questionar todas as escolhas,
não lamentes decisões,
não faças desse sofá na sala,
o teu muro das lamentações...
Cala a dor, amor!
Também eu, noutro lar, que não o meu,
estarei ao pé do aquecedor,
cheia de neve nos cabelos,
a enrolar novelos de lã,
sozinha...
E a minha família na cozinha,
nunca poderá imaginar que os velhotes,
tão confusos,
cometeram os seus abusos e viveram paixões fortes
e as fases da loucura que ainda perdura,
no limite, ainda permite
que sejam capazes de amar!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

...

A princesa seguia ao colo das lágrimas, lutava com elas, dava-lhes pontapés, mandava-se para o chão, tentava fazer-se pesada para as lágrimas não a conseguirem levar...
Mas as lágrimas tinham tanta força e as princesas são seres delicados...
Ia desaparecer para sempre, levada contra vontade, ninguém sabe bem para onde...
O mundo assistia sem tentar resgata-la, como quem assiste a um filme que perdera o som e logo o interesse...
A princesa gritou por ele, pediu ajuda, mas ele que estava surdo nem ouviu. Em vão, a princesa arrancou a fita cor de rosa dos seus longos cabelos e tentou atar-se ao coração dele, mas o coração dele tinha partido antes das lágrimas a terem encontrado... A fita atravessou o peito dele, de um lado ao outro, sem se prender a nada e regressou vazia...
As lágrimas perceberam a tentativa desesperada da princesa e ficaram furiosas, tiraram-lhe a fita da mão e ataram-lhe a alma com ela, arrancaram-lhe o coração e deitaram-no ao mar...
A princesa suspirou de alivio, se o seu coração estava livre, se não era propriedade cativa das lágrimas, talvez um dia aprendesse a nadar...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Porque o amor não basta...

Porque o amor não basta,
somos fantasmas que não alcançam densidade,
todos os gestos parecem supérfluos,
porque a alma se gasta,
como malhas em collants de lycra e seda...
A realidade torna-se azeda...
Andamos, aparentemente, bem vestidos
mas temos as meias rotas,
escondidas por baixo das calças,
com medo que alguém nos dispa,
cheios de medo e vergonha...
Porque o amor não basta
a verdade pode ser medonha...
Quando o amor não basta,
não existem batalhas, nem existem derrotas,
não existem prisões, nem campos abertos...
Percursos errados, percursos certos,
ou cursos que nos tragam respeito, ou reconhecimento...
Não existem surpresas ou decepções...
Não existem borboletas a voar no peito...
O céu passa a chamar-se firmamento
e aprendemos que as ilusões, são um conceito...
Tudo pode ser medido com fitas métricas,
tudo pode ser pesado em balanças,
tudo pode ser catalogado...
Tudo tem de ter um nome e uma cor,
um presente e um passado...
Esperanças são utopias que nem sempre vingam...
E nunca conseguiremos voar...
Porque o amor não basta
e às vezes, se afasta a fugir,
os dias têm horas,
as semanas têm dias,
e os meses têm semanas,
para nos obrigar a sentir
a fúria do tempo a passar...
Presa nesta dor que se arrasta,
porque o meu amor não te basta...

:(

"Martian Child" Adoptaria um E.T.?

Um filme brilhante que aborda de uma forma deliciosamente complexa uma verdade simples, os adultos e as crianças, de uma forma geral, vivem em planetas diferentes. Quem escreveu este argumento merecia uma medalha, porque consegue travar dentro de nós várias batalhas que nos ligam irremediavelmente aquelas duas fantásticas personagens. David, encarnado, desde a alma até aos ossos por John Cusack é um escritor viúvo que decide ser pai adoptivo, só que Dennis (Bobby Coleman), abandonado pelos pais biológicos e constantemente rejeitado pelo mundo que o rodeia acredita que é de outro planeta e apenas veio fazer uma missão de estudo e reconhecimento...
Será que cabe a David trazê-lo de volta à Terra, ou será que cabe a Dennis ensina-lo a amar um alien?

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

...

A princesa rodopiava, tentava inverter o sentido da Terra, queria obrigar o tempo a voltar para trás...
Girava sobre si própria, até perder completamente o equilíbrio e cair no chão, derrotada pela exaustão.
Depois, ficava deitada de olhos fechados, como se os seus olhos fossem berlindes a brincar aos piões, tranquilizava a pulsação, respirava fundo uma vez e abria os olhos para ver se já tinha rodopiado o tempo suficiente para evitar aquele momento...
Sentia o estômago embrulhado, mas não desistia, havia de conseguir fazer marcha-atrás no tempo que apenas conhecia a fuga em frente...
Levantava-se e resoluta teimava em recomeçar tudo outra vez...
Tinha de conseguir!
Eram apenas umas horas que tinham de ser reconstruídas, agora já sabia tudo o que tinha de evitar para que aquele momento passasse ao largo, sem lhe tocar...

O gosto acre da conquista...

O vazio perturba-me,
cobre-me, invade-me, mastiga-me,
trinca-me, devora-me...
Podia possuir todos os tesouros,
contemplar todas as paisagens,
atropelar-me em viagens e futilidades de um catálogo de revista
que me distraíssem, ou adornassem...
Travar um diálogo de circunstância
com alguém q mantivesse a uma distância de segurança...
Mas, não...
Caminho neste vazio egoísta,
lambendo recordações q nem sabes q existem...
Sem ti, não há conquista,
todas as vitórias sabem a derrota e a revolta...
Ligo os faróis de nevoeiro da minha memória
com medo que te dissipes no ar...
Não quero esquecer o teu rosto,
cada frase, cada riso, cada gosto...
Mas teimas em não ajudar...
Queimas todas as hipóteses,
como quem experimenta fósforos
só para os ver arder e morrer nas cinzas...

sábado, 12 de dezembro de 2009

:) Há mesmo...

...

Por mais que doa, temos que admitir que...

Há coisas que mudam, por mais que as quiséssemos imutáveis...
E...
Há coisas que não mudam, por mais que nos esforcemos para as corrigir...

Teatro amador...

As palavras correram como galgos numerados,
o sentido mastigado não vingava, ou convencia a ouvir...
Os olhos não se encaravam por saberem mentir...
Fugazes ilusões emprestadas, que alguém, viria um dia reclamar...
Angustias vorazes mascaradas de projectos,
que se tornaram dejectos...
Ela, já nem ouvia,
divagava,
enquanto fumava o cigarro à janela...
Ele, esbracejava no seu papel ridículo e teatral, tentando parecer natural...
Tinha ensaiado tudo lá fora,
a desculpa esfarrapada, que não desculpava nada...
Ela evitava que a cinza caísse na roupa estendida, estava surda e sem paciência,
encolhia os ombros, rendida...
Talvez fosse dormência...
Talvez fosse indiferença...
Talvez apenas mágoa...
A ladainha que ele articulava, na cozinha, entre promessas confessas de mudanças,
atravessava-a como vapor de agua,
quase sem lhe tocar...
Não havia confiança, não havia esperança, não havia nada...
Estava cansada de o perdoar...
Queria apenas que ele se calasse,
q o teatro acabasse e q ele se fosse deitar...

O Sorriso de Ulisses...

Toquei, no tecido dos sonhos,
onde mora a serenidade e a paz d'alma...
Toquei nas nuvens onde Deus se acalma e dorme...
Senti, em mim,
o amor mais profundo que existe no mundo
e resiste à intempérie...
Vivi uma felicidade de imortalidade em série,
só por te tocar,
ali,
no lago límpido do teu olhar!
Por momentos fiz parte da beleza pura
que existe na Natureza...
Por momentos, estive à sua altura!
Por momentos,
tive mesmo de chorar,
com os sentimentos à flor da pele e la dentro,
no peito estreito...
Fui,
parte do mar,
fui sonar de orientação,
fui ondulação...
Parte de tudo,
por ser parte de ti e minha parte...
Minha obra de arte que não sobra,
nem cobra o amor que tem para dar...
Tão fácil de amar...
Minha escultura de borracha,
que o homem-escultor não acaba,
nem pode acabar,
pois não conhece o amor,
procura mas não acha...
E assim, o amor não dura...
Meu silencio em forma de grito,
minha janela aberta para o infinito inacabado...
Tão certa...
Tão bela... Toquei, no tecido dos sonhos,
apenas por te ter tocado!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Nu...

Despe-te...
Rasga a roupa como se fosse papel...
Quero sentir-te livre e verdadeiro,
sem cheiro de perfume q te mascare,
ou anel que te castre...
Quero lamber-te os lábios,
meu mel de geleia real...
Tornar-te clave de sol em inicio de pauta,
ou nota musical...
Minha flauta de Hamelin...
Quero sentir-te nu, contra mim,
vestir-te de beijos...
Beber-te os desejos secretos, impressos na pele...
Quero-te dentro de mim,
onde sempre moraste sem saber...
Meu deserto, onde morro à sede tantas vezes...
São minutos, horas, dias, meses,
sem ti...
Despe-te...
Deita fora a roupa encardida,
a vida, espera por esse momento,
em q entro pela tua porta porque a encontro aberta...
Não quero ser praia deserta de ondas a morrer,
sem ninguém ver...
Despe-te...

:)

LOL

Esta é uma "semi" private joke, mas não resisto em postar....
O Oceanário de Lisboa e o Vasco, q para quem não sabe, é a mascote do Oceanário, (um simpático mergulhador), têm um cd de música para crianças.
Parece-me bem!
O nome da primeira música do cd infantil é:
"O meu submarino"...
No mínimo, sugestivo!

...

Quem vive um dia de cada vez, vive dias mais longos...
Os meus, ultimamente, têm sido surpreendentemente intermináveis!!!
Decididamente, deixei de lutar pelo meu futuro e descobri o deleite de viver o meu presente, assim, intensamente...
Cada minuto tornou-se assim, puro prazer!
Não pretendo a arrogância de fazer grandes planos, desconheço quanto tempo dura esta aventura de estar viva...
Amanhã é outro dia, mas se não for, enquanto dura, q seja emoção pura!

Hoje, porque estou cá ainda, e ainda bem, deixo um beijinho daqueles repenicados, q fazem barulho, nas pessoas q contam, q para mim são todas!

Beijinho em si e obrigada por estar neste momento aqui, comigo, agora!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Mea culpa...

Aqui,
de joelhos nus em chão de vidros moídos,
pecadora me confesso...
Peço perdão amor,
por todas as vezes q te servi de abrigo,
por todos os meses de castigo,
em q esperei por ti...
Alimentando-me da dor,
como pombos de migalhas...
Peço perdão, meu amor...
Por perdoar sempre as tuas falhas,
e saber q o meu lugar é lá ao fundo,
nas sobras do teu mundo...
(Naquele sótão imundo que nem perdes tempo a limpar...)
Peço perdão amor...
Caminho de pés em sangue,
mas não me sinto aliviada,
a caminhada fomenta a penitência,
mas não chega...
A alma torturada, mastiga-me a carne...
Já nem a dor me alimenta,
porque a minha alma já nem come,
não aguenta a dormência da tua ausência...
Prefere errar, cega por aí, a viver sem ti...
Optou por morrer à fome...
Peço perdão, meu amor,
por cada abraço que te dei em pensamento,
por cada lágrima q limpei,
por cada beijo q te dei para te aliviar o sofrimento...
Perdoa-me meu amor,
por favor, magoa-me...
Por todas as vezes em que chorava,
mas fazia-te sorrir...
Peço perdão, meu amor...
Por o meu colo ser tantas vezes,
o consolo da tua dor...
Peço perdão, meu amor...
Prometo q não se volta a repetir...

domingo, 6 de dezembro de 2009

UP, UP AND AWAY!!!!!!

Quem já viu o filme de animação "UP" dos estudios "PIXAR"?
Ontem passei por essa fantástica experiência, devo confessar que sou uma cinema-dependente, mas que optei por não ter ido ver este ao cinema, vi o trailer quando fui ver o Ice Age 3 (Sim, hilariantemente fantástico) e não me despertou "aquela" curiosidade.
Ainda bem, porque o UP é muito mais do q um filme para se ver no cinema, não o queria partilhar assim, é dos filmes mais comoventes, enternecedores e bonitos que já vi até hoje.
Apesar de ser um filme de animação (na minha opinião, não é um filme de crianças) trouxe-me as lágrimas muitas vezes, apenas com o sentimento que imprime dentro de nós!
Fala do amor que dura, dos sonhos que não morrem, do valor que damos às recordações...
Fala de cada um de nós, de uma forma muito especial e doce!
Por si, veja o Up, vai dar consigo a sorrir, como não sorria há muito tempo...

Parabéns Pete Docter!!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

...

Já alguma vez lhe disseram, em tom reprovador, q faz tudo à sua maneira?

Por mais que nos esforcemos nunca conseguimos agradar a toda a gente...

Se temos vontade própria, somos teimosos...
Se cedemos, temos falta de personalidade...
Se rimos muito, somos parvos...
Se rimos pouco, somos anti-sociais...
Se somos inteligentes, somos arrogantes...
Se somos descontraídos, somos burros...
Se nos vestimos bem, somos vaidosos...
Se nos vestimos mal, somos desleixados...
Se somos arrumados, somos maníacos...
Se somos desarrumados, somos anarquistas...

Assim sendo, atreva-se a ser simplesmente feliz à sua maneira!
Um bom fim de semana
Beijinhos em si!

Não mata, mas doi...

Ás vezes o dia nasce diferente,
com horas mais largas, mórbidas, amargas...
Como se as nossas angustias fossem ponteiros encravados no tempo,
presos naquele minuto triste em q deixámos de nos ver...
São dias feitos noites de luto,
onde o momento dorme e o prazer não existe, nem me conhece...
A minha alma adormece, entra em coma profundo...
Torna-se nevoeiro cerrado que não se dissipa,
nem permite ver o caminho...
Ando cega pela escuridão e o chão estala,
como se pisasse gelo fino...
Cada passo é sentença de morte...
À minha volta tudo se cala,
na expectativa de me ver tombar...
A indiferença dos outros dá cabo de mim...
Faço-me mais forte do q sou,
apenas porque estou cansada de mais para ser fraca...
O que não nos mata,
engorda a maldade de quem não perdoa...
O q não nos mata,
torna mais forte quem nos maltrata...
O q não nos mata, magoa...