quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Os passaros de Chernobyl...

Não, não são lágrimas...
São rascunhos do meu diário que nunca escrevo...
São punhos cerrados cravejados de vidros moídos...
São cadáveres que me roem a carne, me mastigam os ossos
e me invejam o sangue...
Não, não são lágrimas...
São mãos esticadas tentando alcançar escadas de esperança...
Corpos caindo em precipícios, tilintando nas pedras...
Cordeiros de sacrifício imitando o choro de uma criança...
Pássaros de desastre nuclear q deixaram de voar,
descobrindo as penas no chão...
Não, não são lágrimas...
São mares que se tornaram campas de água,
onde as espécies marinhas se deixaram morrer de tristeza...
São rostos disformes sem olhos, nem boca, nem queixo
como manchas de impureza e crueldade...
São reflexos inversos da verdade onde me deixo adormecer...
Não, não são lagrimas
é apenas a minha alma a escorrer...

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