quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Alice no país, sem maravilhas...

As palavras fogem como manadas de cavalos selvagens,
de crinas soltas...
O teu silêncio é o muro que limita os nossos sonhos...
Baixei a espada, não luto mais,
já não acredito em possibilidades saídas de contos de fadas...
A Alice saiu de vez da toca mágica do coelho...
A poesia deixou de ser a nossa aliada secreta,
agora é apenas o meu carrasco...
Partes porque não te encontras,
mas sou eu quem se perde pelo caminho...
Já não tenho forças para entender,
só me resta tentar esquecer...
Fazer de conta que o príncipe e a princesa envelheceram juntos,
num conto infantil qualquer que eu não li por lapso...
E que a imortalidade do meu amor por ti,
reside ali,
nas paginas coloridas, entre castelos e dragões...

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