sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O pecado das ostras...

Vivo nos impérios distantes dos teus gemidos...
Os meus lábios escaldam em promessas,
perdidas e atropeladas sucessivamente,
por desejos sepultados e renascidos...
Perco-me em viagens proibidas,
onde a tua mão serve de trampolim e me salva do chão...
Fazes parte de mim!
Pele da minha pele,
meu iman de gelo e mel
que me percorre em iões selvagens...
percursos de dedos e língua,
em fragmentos de sonho e de gosto...
Os segredos abrem-se como ostras q desejam sentir a brisa no rosto de gelatina,
(nem as ostras gostam de ficar à mingua do sol do teu cheiro...)
Vivo na linha de agua dos teus beijos,
na iris profunda do teu olhar,
no gosto da tua lingua quente,
na impetuosidade dos desejos que às vezes te transtornam e embaraçam...
Vivo na verdade de cada gesto,
em cada acordar de sesta, ou sono de justiça,
em cada gargalhar de conquista...
Vivo na impaciência de cada segundo,
e no demorar de cada hora...
Na angustia e na paciência...
Sou o teu mundo aqui tão perto,
(as vezes sobrepovoado,
as vezes deserto e desconsolado...)
Aqui, ou lá longe...
Somos apenas, almas pequenas presas em ostras de pecados,
a ser felizes aos bocados...
No meu agora, no teu depois......
Vivo em ti... Vivo pois!

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