sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O mundo a preto e branco...

O gume cai,
mãos decepadas como baralhos de cartas,
paus, ouros, valetes, copas, que interessa o naipe?
Lume que crepita em fogueira maldita...
Sangue e poder,
ganhar e perder,
viver e morrer...
Que importa aqui perto,
o que se passa do outro lado do mundo?
Na vidinha mediocre de todos os dias,
esquecemos que la longe morrem 8 crianças por segundo...
Não são as nossas e não são brancas, que interessa, se sucumbem no chão?
Que interessa,
se não têm mãos, ou andam mancas?
Não brincam com os nossos filhos, pois não?
O daltonismo devia ser um dom...
La longe, onde o som dos gemidos das crianças não ressoa aos nossos ouvidos...
La longe, não há esperança...
Não há comida na mesa,
não ha canção de embalar,
não ha historias do dia de escola para contar...
Apenas a incerteza...
Azar terem nascido ali,
onde a janela de Deus não chega e os nossos olhos não vêem,
o que a nossa alma não nega...
Perdoai-nos senhor porque nós sabemos o que eles lhes fazem...

2 comentários:

Anónimo disse...

linda a poesia da minha amiga...sempre com imenso sentimento e imaginação

Anónimo disse...

lindo...ainda nao tinha lido este poema...realmente nao damos valor ao que temos...mas se formos a pensar somos pessoas de muita sorte. eu poderia ter nascido "la longe" e nao ter dito a sorte que tive nestes meus 22 anos d vida.

Ely