sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Galeões perdidos...

Hoje, deitei-me em ti,
fiz do teu corpo mar morno…
A tua alma fez-se de areia e conchas que tacteei em pegadas…
Ali,
sustentada pela agua,
sentia-me completa!
As vagas de sonho,
de praias desertas,
trouxeram-me mensagens secretas em garrafas…
A água abraçou-me como se o início e o fim fossem a mesma coisa...
O céu não se espelha na água por acaso...
Flutuar e voar é quase igual,
hoje somos gaivotas livres,
sem revoltas ou pecados segredados...
Os cabelos leves são algas
que se balouçam na vontade das marés...
sem duvidas, sem medos, sem segredos...
Apenas tranquilidade!
O sol aquece-me as pálpebras fechadas,
como beijos ternos...
Cardumes de peixes fazem de mim ecossistema,
ou sou apenas sombra amena,
da tua pele dourada de mel…
Lambo o sal dos lábios como se sentisse os teus
nos meus,
vezes e vezes sem conta…
Meu recife de coral de anémona,
onde respiro sem precisar de vir à tona…
Juntos descobrimos galeões espanhóis,
esquecidos de pilhar por piratas,
cheios de dobrões e de pratas mascarados de emoções,
meu tesouro escondido,
oferecido por um Deus maior…
Hoje deitei-me em ti, foste mar, foste onda,
foste sonho, meu amor…

Sem comentários: