quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Desejo a Marte, tão perto…

Perdi-me em constelações perfeitas em
harmonia!
Planetas distantes, com vidas diferentes e provavelmente, nas suas regras sufocantes, inabitáveis para mim...
(Eu sempre fui assim, sempre corri, quando era suposto ficar...)
Deambulei pelo espaço infinito em busca de respostas que nunca chegaram e cujas perguntas deixaram de ser pertinentes...
Perdi-me, em brilhos e rastos de estrelas cadentes,
em satélites e vias lácteas ou vinícolas...
Beijei o chão de Marte e nem por isso me faltou o fôlego para amar-te...
Andei por universos paralelos onde a força de um grito tem o peso da água pura que se escapa entre os dedos...
Nada me confortou, nada calou esta procura de infinito...
As asas repousam, feridas, escondidas...
Talvez nunca voltem a superar os medos...
Talvez nunca mais voltem a voar...

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