quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Degraus...

O olhar caiu no chão, como chumbo,
o lábio mordeu-se e o pensamento divagou...
Uma vez mais o pretexto fora de contexto mostrava-lhe o caminho...
Tantas vezes a mesma encruzilhada,
estava farta de conhecer sempre a mesma estrada sem saída,
estava dorida, farta de lamber pó...
Estava só, vazia, já nem doía...
Apenas a desilusão q se sucedia em peças caídas de dominó, constantemente...
Estava dormente...
Farta de correr atrás de fantasmas que atravessam paredes...
Queria esquecer, passar à frente...
O amor não magoa, perdoa...
Ele precisava de a magoar para se sentir amado,
não sabia amar e ela estava cansada demais para o ensinar...
O corpo magoado já não podia aguentar mais, paciência...
Não podia continuar a ser mera escada de emergência,
ora a subir, ora a descer...

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